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terça-feira, setembro 06, 2011

Ainda debaixo do colchão

Quase 5 meses... À quase 5 meses que não escrevia nada. Porquê?
A resposta é mais ou menos óbvia. Preguiça, quando não é a preguiça é a verdadeira falta de tempo.
Mas será só isso? Não.

Assim como acontece com a grande parte dos blogs, também este é um daqueles que serve mais partilhar comigo próprio aquilo que penso e deixar "ao ar livre" esses mesmo pensamentos para quem quiser ler. A questão é que um blog só é verdadeiramente motivador quando suscita discussão (saudável ou não). E como é normal, em todo os domínios da criação humana, onde existem muitos, muitos são os que são deixados para trás. Sobrevivem aqueles com conteúdos mais apelativos (nem sempre os mais instrutivos) e os mais frequentemente actualizados.

Daqui advêm uma bola de neve que pode ir nos dois sentidos. Um blog que começa a ter um grupo de pessoas que o visita regularmente tem, por isso mesmo, a capacidade de vir a tornar-se ainda maior, ao passo que um que vai perdendo a sua "clientela" tem todas as condições para ser esquecido definitivamente. E mais uma vez, a preguiça e a falta de tempo (ou essa desculpa) também não ajudam.

sexta-feira, abril 29, 2011

Palavra da Moda - Troika

Troika isto, troika aquilo, é troika em todo o lado. Troika do BCE, FMI e EU, troika da informação e troika na meteorologia.
Mas será que os jornalistas andam tão esquecidos de palavras que só se lembram delas quando alguem as volta a pôr nas páginas de jornais? Ah não! Pois é, está cá (ou lá) o casamento Real britânico para nos salvar de mais uma troika, pelo menos até inventarem casamentos de 3 pessoas.

domingo, março 13, 2011

O Povo à Rasca

Saio de Santa Apolónia e o céu saúda-me com um calor ao qual não estou habituado, nesta altura do ano. As pombas dizem "Olá" com aquele seu ar de quem espera algo em troca.
Apesar das nuvens volumosas e cinzentas, o chapéu-de-chuva viria a revelar-se apenas um fardo.

A cidade apresenta-se como é habitual. Turistas com canhões fotográficos em punho tentam captar a centelha lisboeta em cada traço de Alfama, sem saberem o que se iria passar daí a poucas horas.
Ouço uma rapariga, que caminhava a trás de mim, perguntar à amiga "A que horas começa?", "Às 3 na avenida da Liberdade". Sorrio. Serão mais duas entre os milhares, assim como eu. Não vou ser mais um com a típica conversa de café sobre o estado do país, daqueles que quando lhes compete fazer um pouco para o mudar deixam-se ficar no sofá ou em qualquer tasca a ver pela tv, apoiados por uma torrente de desculpas que faria qualquer tempestade parecer um choro de menino.



Passo pelo Chiado. Na perpendicular junto à Bertrand organiza-se mais uma feira de alfarrabistas, molestada apenas pelos raros aguaceiros que se fazem sentir.
Cruzo-me com pedintes, mendigos e velhos loucos, mas também com donos de audis, porsches e até lamborghinis de ultimo modelo. Engraçado, tão distantes uma da outra, mas nenhuma destas duas classes sociais se vai apresentar na manifestação.
Deixo para trás a estátua do príncipe da nossa poesia em direcção a um outro mais Real.
Enquanto passeio pelo bairro mais alto, olho para o chão e as frestas entre os paralelos mostram-me os artefactos de noites passadas onde os problemas do dia de hoje foram momentaneamente esquecidos.
Chego ao jardim e distribuo o peso da mochila por outras partes do corpo. As pombas olham-me agora com mais interesse, pretendem mostrar-me que merecem umas quantas migalhas bónus pela sua falsa amizade. É incrível o quanto as pombas e os seres humanos têm de comum.

Depois da merenda, vou andando vagarosamente para o ponto quente do mapa, qual campónio moderno vagueando por Lisboa. Ao passar pelo café Nicola apercebo-me de um grupo de neo-nazis, de t-shirts estampadas com o símbolo das SS, a fronha do Hitler ou do Rudolf Hess. Pobre mentecaptos. Felizmente não os voltarei a ver durante todo o dia, pois a manifestação será de todas as cores, literalmente.



A policia e a RTP concentram-se nas traseiras do teatro D.Maria II. Teriam eles previsto a dimensão da manifestação? Não creio, não haviam policia suficiente nem para 100 mil pessoas, quanto mais para o dobro. Grupos começam a viajar pela avenida a cima, em direcção ao São Jorge. Pelo caminho encontro caras conhecidas.
Quando chego já há vários milhares de pessoas, mas a quantidade de gente que chega parece não ter fim. Rapidamente deixa de se conseguir perceber onde realmente começa e onde acaba a manifestação.

Os motivos de luta são tão variados quanto os erros deste nosso país. Os estandartes fazem-se de todas as cores. São ocidentais, africanos, orientais, novos, muito novos e velhos, heterossexuais e homossexuais, sindicalistas e anarquistas. Não vejo qualquer bandeira de partidos e nem sinais da policia. Vejo sim muitos que vieram só para ver a "banda passar", o velho hábito de adoração, qual acidente na auto-estrada.



A marcha faz-se por entre frases que recordam o dia, que à quase 37 anos atrás derrubou o Estado Novo. 200 mil pessoas manifestam-se agora, com poucos cravos e com nenhum capitão, por um novo estado do país.
Como galvanizadores do Povo, os Homens da Luta, Vitorino, Rui Veloso, Fernando Tordo e outros vão fazendo-se ouvir através de megafones e colunas. Passando vagarosamente pela multidão, vão através da ironia e da canção relembrando o motivo pelo qual todos estamos ali. Já basta de tanta inevitável degradação de todos os sectores mais importantes do funcionamento da nossa sociedade!
2 horas depois chega-se ao Rossio e tanto a Praça da Figueira como a D. Pedro IV estão à pinha, bem como a Praça de Camões.

O Facebook não foi suficiente para tanta indignação. Será o dia 12 de Março de 2011 o inicio do fim do reinado de Sócrates e o mote para melhores condições laborais? O Tempo o dirá...

quarta-feira, fevereiro 02, 2011

Calças...

"Chapéus há muitos, seu palhaço!" e calças também! O pior é que como toda a peça de roupa, também as calças são geradas e geridas pelos caminhos da moda. Essa Moda com M bem grande que é ditada tanto pelo Povo como pelos grandes criadores; essa moda que é um pouco como a Democracia, uma ditadura da maioria.

Ora, o problema não é tanto o de encontrar calças, mas sim, encontrar calças que me sirvam como eu quero. E aqui é que o poder da Moda das massas se opõem a mim, visto que o que impera hoje em dia é o corte skinny, aquele que os neo-emos gostam muitos e que o pessoal que se acha muito na onda consome às carradas. Mas eu tenho um problema grande, é que eu gosto de me sentir livre nas minhas calças e não com um corpete em cada perna!

Longe vão os tempos em que o corte na moda era o baggy e eu podia entrar e comprar qualquer calça, sem ter de experimentar a loja toda...

terça-feira, fevereiro 01, 2011

Do machismo ao feminismo

Ainda serão muitos, especialmente, muitas as pessoas que se recordam ainda do tempo da outra senhora. Um tempo, em que essa mesma senhora teria de pedir ao marido ou ao pai permissão para viajar, trabalhar, e se recuarmos ainda mais, até mesmo para sair de casa para fazer coisas tão mundanas como ir à mercearia da esquina.

Pois bem, parece que depois de milénios de machismo as coisas estão definitivamente a caminhar para o feminismo socialmente bem-visto, em contraste com machismo social que ainda se faz sentir em certas partes do globo.

Hoje em dia, é vê-las ter ladies nights onde indirectamente quem paga as bebidas delas é o sexo oposto (do qual só por acaso faço parte). É ver as diferenças de preços no vestuário. Uma simples t-shirt, sem qualquer estampado ou impressão custa mais 2 ou 3€ do que o equivalente feminino.

Mas para além destas e de todas as outras diferenças de produtos, que são alimentadas pelo facto das mulheres serem o sexo mais consumista, existem outras que eu não percebo e sinceramente irritam-me. Porque é que raio se criam competições e concursos só para raparigas? Alguém me explica? 
É que isto hoje em dia passa muito bem; ninguém fala, ninguém questiona, mas e se fosse ao contrário? Um concurso só para rapazes? E eu estou a falar em concursos de áreas artísticas, onde ambos os géneros têm capacidades. Não sei porquê, mas algo me diz que um concurso só para o sexo masculino era assunto para jornal...


P.S.: Este post não segue o acordo ortográfico. 

segunda-feira, novembro 01, 2010

PCêgo

Sem nos darmos conta, os nossos dias são agora passados à volta de seres super-inteligentes. Seres capazes de fazer a mais difícil equação enquanto o Diabo esfrega um olho, copiar na perfeição as mais complexas obras de arte e viajar daqui até ao Japão em menos de 2 segundos e ainda mostrar-nos como estão as ruas de Tóquio naquele preciso momento. Têm "apenas" a incapacidade de se relacionarem sentimentalmente connosco - humanos -, qual génio matemático sofrendo de autismo, embora o contrário já não seja impossível.

Tatuados com todo o tipo de simbologia, embora a tatuagem da maçã agora esteja muito na moda, estes serem e os seus filhotes de tamanho de bolso, mais os primos a tira-colo ou os avozinhos mais de ficar por casa fazem a versão moderna de saltimbancos, malabaristas, trovadores e bobos da idade média.

É impressionante o tempo que passamos com estes novos seres, que apesar de já cá andarem à uns anos, só na ultima década é que começaram a proliferar que nem coelhos. Talvez por isso, pela quantidade de horas que passamos com eles, nos seja tão difícil aceitar que o nosso amigo possa ir para o paraíso informático, levando com ele, muitas das vezes, segredos, informação e pedaços da nossa vida com ele. Não existe qualquer tipo de comparação aqui, mas a verdade é que cada pessoa põem um pouco de si no seu computador.

"Mostra-me o teu ambiente de trabalho e direi-te quem és"

sábado, outubro 02, 2010

O tempo passa...

4 anos e 10 meses contigo a meu lado :)

Sim, eu sei que não é suficiente para constar no Guinness, mas já foi o suficiente para te conhecer um pouco melhor.

Foi tempo suficiente para partilhar lágrimas de dor, de raiva, de tristeza, de angústia, de medo, de dúvida, de alegria, de prazer. Lágrimas secas por mais um beijo e acompanhadas por uma gargalhada, lá mais para o fim.
Deu para sentir como é desejar rasgar as distâncias entre nós e colar o mapa à nossa maneira; fugir da monotonia e das regras impostas pela sociedade e correr o mundo contigo. Olhar para o meu lado e ver-te de cabelos ao vento, sorrindo com o sol a mostrar o quão única és.

Estar contigo é estar com a outra parte de mim que só tu possuís. É descobrir que afinal o ser humano é perfeito, quando encontra O outro.

Partilhar a Vida contigo é como pintar a mais bela escultura, que não perde resolução nem ganha pó. É voar debaixo do mar e correr sobre o Oceano. É tão mais complicado do que apenas dizer que TE AMO! É inexplicavelmente familiar e ao mesmo tempo tão novo!

Estar contigo é como pintar um quadro sem limites nem moldura. Um quadro onde todas as cores existem e onde tudo é fabuloso; porque só existindo o Preto pode o Branco ser belo.

4 anos e 10 meses contigo não é muito tempo. Não, não é. Mas é o suficiente para valer a pena viver mil anos.

terça-feira, agosto 10, 2010

Um Funeral à Chuva - O depois

Telmo Martins e toda a equipa da Lobby Productions bem que podem estar gratos por terem conseguido incluir o seu filme "Um Funeral à Chuva" no cinema Castelo Lopes da Covilhã (devo relembrar que a distribuição estava a cargo da Lusomundo e que apenas foi exibido na Castelo Lopes da Covilhã devido à história do próprio filme).
Digo isto porque, apesar de toda a divulgação que houve entre as redes sociais e os canais académicos, o filme não chegou nem perto às expectativas dos criadores quanto ao numero de espectadores, com muita pena minha.

Muita gente apontou o dedo a "Um Funeral à Chuva" por se assemelhar a "Amigos de Alex", e é certo que o filme não é perfeito, eu próprio que adorei vê-lo, reconheço que tinha algumas lacunas, mas também acho que merecia bem mais do que os 9.142 espectadores que teve durante a sua passagem pelas salas de cinema nacionais.
É certo que conseguiu ser o segundo filme português mais visto do ano, e só isso é óptimo, mas o primeiro foi "A bela e o paparazzo" com 98.722 espectadores. E como se pode ver, a discrepância entre o primeiro e segundo lugares é esmagadora e até posso estar enganado, pois não vi o filme, mas custa-me a crer que o filme de António-Pedro Vasconcelos seja 10 vezes melhor que o "Um Funeral à Chuva".

Talvez o facto de o filme ser mais direccionado a um público jovem, que ainda tem a mania de que o que é feito em Portugal é mau, também não tenha ajudado. De qualquer forma, é pena ver tais números finais numa produção bem acima da média, e ainda por cima, totalmente independente.

sexta-feira, julho 09, 2010

O valor nacional

No meio de muito dos site, blogues e fóruns que sigo atentamente nas minhas divagações pela "net", hoje saltou-me à vista um artigo no Rua de Baixo.

O artigo, que tinha por título "De lá para cá", é a recolha de 3 entrevistas feitas a 4 pessoas, em tudo comuns ao mero mortal cidadão do nosso país, apenas com uma diferença, que as distinguia de qualquer outro português e ao mesmo tempo as unia entre si. Cada uma destas pessoas nasceu fora de Portugal, mas encontrou no nosso país aquilo que faltava nos sítios de onde partiram.

O artigo fez-me pensar o quanto é estranho ouvir tantas vezes falar mal de Portugal, pela boca de portugueses e depois ler artigos como este em que a honra do convento é salva por alguém de fora. Alguém me disse uma vez, que grande parte do caminho que falta para que Portugal evolua passa pela confiança dos portugueses no seu próprio país. Não no sistema político ou judicial, mas na gente que forma a verdadeira massa daquilo a que chamamos a Alma Lusa. Talvez seja essa uma das grandes diferenças entre os outros povos que alguns de nós gostam tanto de engrandecer; a simples falta de confiança e orgulho de que o que é português pode ser tão bom ou muito melhor que o que é espanhol, alemão ou americano.

Para lever o artigo a que me refiro no inicio do post, basta clicarem aqui

sábado, junho 26, 2010

Mais Publicidade! mas da boa :)

Esqueçam todos os anúncios sobre prevenção rodoviária que já viram.
Este é, sem dúvida, o melhor anuncio sobre este tema que eu alguma vez vi.



Não vos fez pensar?

sexta-feira, junho 25, 2010

Publicidade, publicidade, viva a publicidade!

Estão fartos dela? Não conseguem ver mais um panfleto, mais um cartaz,mais um anuncio com o Cristiano Ronaldo?

A publicidade poder ser algo que enerva qualquer Santo, especialmente quando queremos ver aquele filme às tantas da noite na TVI, mas o que ninguém pode negar é que se pode fazer algo de muito bom com essa mesma publicidade e com todas as marcas, empresas e corporações que a utilizam. Não acreditam? Vejam o vídeo...



Então, mudaram de opinião?

terça-feira, junho 22, 2010

O fim dos "bichos papões" no futebol mundial

Será que foi por voltarmos a África, por voltarmos às origens, que isto está a acontecer?
Será que o voltar ao sitio, ao continente, de onde todos partimos à milénios atrás, nos balizar todas as expectativas?

Uma coisa é certa, neste mundial tem-se demonstrado que os bichos papões do futebol mundial já não são o que eram. É certo que continua e continuará sempre a existirem favoritismo, mas as coisa estão cada vez mais igualadas e disso são prova muitos dos resultados neste mundial.

Depois de toda esta situação em volta da horrível prestação da selecção francesa (que tem pano para mangas, camisolas, casacos,...), é estranho dar uma volta pelos resultados de todos os grupos e perceber que não são só os gauleses que se apresentam diferentes.
A Itália, ainda detentora do titulo de campeã do mundo, ainda não conseguiu melhor que dois empates em dois jogos. A Grécia (esse nome mal-fadado de 2004) também já está fora da competição e a Inglaterra, outrora uma das super-potências do futebol, também está em maus lençóis, visto que também ainda só apresenta empates, ambos com equipas cotadas bem abaixo do seu ranking na FIFA.

Pelos menos, pode-mo-nos alegrar de que França e Grécia não nos vão aparecer à frente desta vez; o país pode continuar a viver feliz com o nosso bombardeio frente à Coreia do Norte.
Será que está para muito próxima a queda do estatuto de super-nação futebolística do Brasil?
O que é certo é que as coisas estão a mudar e qualquer dia veremos um país, outrora considerado miserável em futebol, a ganhar uma competição importante.

P.S.: O Cristiano, homem do jogo? Os deuses (aka: FIFA) devem andar loucos...

quarta-feira, maio 26, 2010

Palavras ao Vento

Palavras ao Vento,
com o tempo vão,
Não mais devaneios,
Não mais letras ou tinta serão.

Palavras ao vento,
não são escutadas,
não são debatidas.
Lentamente diluídas
Pelo elemento ancestral

Palavras ao vento,
a ninguém fazem mal.

Palavras do agoirento,
Do interior arrancadas,
Quantas vezes agressivas,
Quantas delas afáveis.

Palavras ao vento
Porque as decorais?
Desaparecem no momento
Não voltam mais.

segunda-feira, maio 03, 2010

Enquanto não aceitarmos o outro, nunca seremos um, vamos apenas sonhando um em cada lado.

terça-feira, abril 27, 2010

Greenpeace - Dê uma mão ao Planeta

O vídeo fala por sí, será que vocês conseguem fazer ao menos isto?

segunda-feira, abril 26, 2010

Depois dos Cravos

Propositadamente, ontem não postei. Não por não ter nada para dizer, mas porque queria ver como decorria o dia.

Facilmente se percebe que ontem foi dia 25 de Abril (nem que seja só pela data deste post) e por isso mesmo à muito que falar. A começar por tudo aquilo que lutaram à 36 anos atrás e que continua por fazer nos dias de hoje, mas não é disso que quero falar, que para isso já chegam os discursos políticos dos partidos da oposição.

Eu pergunto é onde está a recordação de tal dia? Onde está a celebração nacional daquilo que foi a verdadeira abertura de Portugal para o mundo? Gostamos tanto de dizer que fomos os descobridores do mundo e não nos apercebemos que foi só depois do 25 de Abril que o mundo nos descobriu a nós!

Ontem, depois do almoço, o dia parecia um domingo completamente normal, com filmes da treta nas televisões privadas e apenas os dois canais públicos davam destaque à data. Com especial atenção para a RTP2 (mais uma vez a única televisão em Portugal com alguma cultura), pois a RTP1 tinha o seu programinha fraquinho que já vem sendo costume.

Parece-me óbvio que a este passo será cada vez mais fraca a noção do que representou este dia para toda a história do país e até do mundo na mente das camadas mais jovens da sociedade. Como poderemos incutir a noção de liberdade e de luta pelo direito a ela, se em vez de um programa sobre esta data histórica, preferimos transmitir nas nossas televisões filmes americanos com um fraquíssimo conteúdo e simbolismo?

Não é só passar o esgotado "Capitães de Abril" de Maria de Medeiros e já está...

quinta-feira, abril 22, 2010

A benção de Zeus

(Há mais de uma hora atrás)

Fora de portas chove a bom chover e eu, dentro de casa, à luz do candeeiro da mesa de trabalho penso no quanto devemos a Benjamin Franklin e a todos os outros percursores que conduziram à manipulação e produção de energia eléctrica.

Que seria de nós, hoje em dia, sem este avanço tecnológico? De certo que ficaríamos a saber como seria regredir bem mais de um século, visto o quanto estamos habituados/dependentes de tudo o que a electricidade nos proporciona. Mas por muito que se avance neste campo, continuo com um problema, se troveja volta tudo ao século passado.

O portátil está desligado, o modem desligado, o rádio desligado está e a televisão, adivinhem? Desligada.

Electricidade...
Abençoado papagaio, Ben.

sexta-feira, fevereiro 19, 2010

Dizem...

Dizem que é ano novo vida nova... De certeza que isso não se aplica a tudo, eu acho que não se aplica a quase nada e este blog é apenas um exemplo a favor da minha opinião.
É como quando temos 17 anos e nos Dizem que aos 18 é que é... bahh!
Senti mais diferença em mim da ultima vez que tive de me levantar para ir para a universidade do que quando fiz 18 anos.

Eles Dizem muita coisa, mas o que é certo é que muitas vezes o que Dizem, está errado. E quem me dera a mim que estivessem certos às vezes, especialmente na demissão do Sócrates ainda este ano.
Isso é que era bom que ele disse-se.

segunda-feira, outubro 05, 2009

V de Vicio

O mundo anda preocupado com a crise e com a pandemia sob a forme da Gripe A.
Mas a minha cabeça tem me chateado bem mais, quando pode, com o tempo que passo em frente a este ecrã, este viciante e inesgotável ecrã.
Não me preocupo com o tempo que passo a fazer algo de realmente visível, mas sim com cada segundo que passo a navegar na interminável e infindável busca de imagens, vídeos e toda uma planoplia de itens virtuais que sugam o tempo dos meus dias para as garras deste ser electricamente alimentado.
Como uma besta mitológica, ele parece ter o conhecimento total da minha psique. Apresenta, no momento certo, a imagem certa para me manter agarrado durante mais 10 minutos, e mais 15 e mais 30 e mais 3 horas. Um dia inteiro nisto, se me deixar levar.

Eu tento fugir-lhe, alhear-me, mas a Internet é como heroína.
Eu tento não pensar que ainda falta mais aquele nível, e aquele, e o outro, e mais um "boss" e mais uma missão e mais a PORRA! da parte de um qualquer jogo!

Como um alcoólico, eu não consigo resistir muito tempo até sorver mais uma gota do liquido inter-ligado. Como um toxicodependente eu não consigo de deixar de injectar os meus sentidos com mais um jogo, com mais um filme, com mais aquela imagem, com mais aquela pesquisa para um projecto pessoal que só vou acabar, por este ritmo, daqui a 10 anos.Como um fumador, não consigo deixar de dar mais uma "passa" visual num site genialmente elaborado.


Sinto-me dependente, estou dependente, sou dependente do meu computador, mas deveria ser ao contrário. Tem de ser ao contrário.

Não achas?

sábado, setembro 26, 2009

As vezes dava jeito



Digam lá que não dava um certo gozo?