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quarta-feira, setembro 21, 2011

Design.PT - Confeitaria Lopes

Existem pequenas surpresas que nos fazem ver o panorama nacional de outra forma.

Depois de ter lido (ainda só 20%, devo confessar) a dissertação de um amigo meu, sobre a concentração da produção e divulgação do Design português nas áreas da grande Lisboa e Porto em contraste com o ensino descentralizado do mesmo, fiquei maravilhado ao encontrar esta bela pastelaria.

Situada em Ponte de Lima, a Confeitaria Lopes ganhou uma nova cara.
A cargo GEN DESIGN STUDIO, o design de embalagem e a identidade visual transmitem uma imagem de familiaridade e de tradição na confecção de toda a doçaria.
O trabalho da GEN está sublime e prova disso é que para alem do óptimo aspecto de toda doçaria, até as caixas e potes dão vontade de levar para casa.
Definitivamente, um sitio a visitar em Ponte de Lima.







Mais em: ConfeitariaLopes.com - Sim! Uma pastelaria com um site!

segunda-feira, setembro 19, 2011

The Streets - WOOL

Pois é, parece quase um sonho. Quando vi isto no Facebook pensei que fosse algum tipo de partida, uma piada, uma iniciativa de marketing de guerrila baseado nas ideias do Projecto Crono que tem dado cartaz em Lisboa. Mas estamos na Covilhã e isto é impossível aqui! Será?

O WOOL - Festival de Arte Urbana da Covilhã é uma iniciativa que se propõem a mostrar um novo ponto de vista sobre os espaços da cidade, fazendo destes a tela de vários artistas urbanos, de modo a aproximar a comunidade aos conceitos e técnicas da Arte Urbana através de pinturas ao vivo, workshops e/ou debates.

Iniciativa conjunta entre a empresa Formas Efémeras e a Câmara Municipal da Covilhã (louvado seja quem lhes abriu finalmente os olhos), esta iniciativa pesa sobre os olhos de um "trio maravilha" já habituado a estas andanças - Lara Seixo Rodrigues, Pedro Seixo Rodrigues e Elisabet Carceller - e irá contar com 4 iniciativas a cargo de nomes como ARM Collective (PT), Vhils (PT), BToy (ES) e Inside Out Project (FR), nesta que se espera a primeira de muitas iniciativas.

Fomentar um olhar mais esclarecido sobre a Arte Urbana e esbater as disparidades o acesso à cultura presentes entre o litoral e o interior do país são apenas 2 dos muitos objectivos do WOOL.

Curiosidade: a palavra wool, que se pronuncia quase da mesma forma que wall, dá nome a este festival por ser a palavra inglesa para lã. Fica então clara a relação entre o nome deste festival e a história da outrora cidade lã.

Mais informações e updates em: woolfest.org ou na página do evento no Facebook.

domingo, maio 15, 2011

Por Manuela Moura Guedes



"Imagine que vai para fora e dá dinheiro a alguém para tomar conta da
sua casa e fazer a gestão da sua vida. Imagine que, ao regressar,
descobre que o dinheiro se foi, está endividado até ao pescoço e a
casa está a cair aos bocados.

Imagine que tem de estender a mão a um vizinho para escapar a viver
sem abrigo. Volta a pôr a casa e a vida nas mãos de quem o desgraçou?
Claro que não, só se for completamente idiota! Mas, é isso que,
segundo a última sondagem, são 36% dos portugueses. Idiotas! Querem
dar o país de novo a quem o arruinou. Já não há sequer dinheiro para
pagar os salários dos militares a tempo e horas, nem para tratamentos
e remédios básicos, nos hospitais. Não há dinheiro! Foi gasto e mal
gerido por gente que tem nome.

Noutra situação da vida comum, seriam julgados e penalizados. Como se
trata do governo, a única sanção é não serem reeleitos. Mas, mesmo
isto, 36% de idiotas acham que eles não merecem. Não tenho respeito
pela comunicação social que continua a levar a sério toda a propaganda
deste governo sem qualquer tipo de sentido crítico. Há muito que é
co-responsável por todo este desastre. Mas, convenhamos, um Povo que
elege quem o leva à ruína merece ser PIG - Povo Idiota e Grunho (o FMI
tem razão)!"



In "Correio da Manhã"



(PIG - Portugal, Irlanda e Grécia)


Brilhante!

segunda-feira, abril 25, 2011

Dia que nunca vivi

Imagens a preto e branco passam-me pelo espectro visual. Fotografias monocromáticas onde reconheço um Heroi que nunca pude tocar.
"Quis saber quem sou..."

Repentinamente, desejo ser tão mais velho que o meu avô. Saber e conhecer aquilo que só a idade e a experiência trazem.

As lágrimas afloram-se-me nos olhos, como que num tributo a todos aqueles que me permitiram ter a Liberdade que hoje tenho.

Sinto inveja de todos aqueles que viveram este dia no seu verdadeiro significado e "in loco". Tenho inveja de todos aqueles que à 37 anos atrás viveram aquilo que eu nunca poderei almejar nos mesmos termos.
Tenho maior inveja de todos aqueles que abraçaram e saudaram um Homem que aos 29 anos de idade mudou um país e que nunca se serviu desse feito para alcançar regalias ou favores.

"Grandola Vila Morena"..."o Povo é quem mais ordena"...

Hoje relembro a vontade de toda uma sociedade, de todo um país, encabeçada por um punhado de militares, de Heróis, que em menos de 24 horas mudaram as regras de um "jogo" que durava à mais de 4 décadas.

Hoje tenho saudades de um Dia que nunca vivi.

domingo, março 13, 2011

O Povo à Rasca

Saio de Santa Apolónia e o céu saúda-me com um calor ao qual não estou habituado, nesta altura do ano. As pombas dizem "Olá" com aquele seu ar de quem espera algo em troca.
Apesar das nuvens volumosas e cinzentas, o chapéu-de-chuva viria a revelar-se apenas um fardo.

A cidade apresenta-se como é habitual. Turistas com canhões fotográficos em punho tentam captar a centelha lisboeta em cada traço de Alfama, sem saberem o que se iria passar daí a poucas horas.
Ouço uma rapariga, que caminhava a trás de mim, perguntar à amiga "A que horas começa?", "Às 3 na avenida da Liberdade". Sorrio. Serão mais duas entre os milhares, assim como eu. Não vou ser mais um com a típica conversa de café sobre o estado do país, daqueles que quando lhes compete fazer um pouco para o mudar deixam-se ficar no sofá ou em qualquer tasca a ver pela tv, apoiados por uma torrente de desculpas que faria qualquer tempestade parecer um choro de menino.



Passo pelo Chiado. Na perpendicular junto à Bertrand organiza-se mais uma feira de alfarrabistas, molestada apenas pelos raros aguaceiros que se fazem sentir.
Cruzo-me com pedintes, mendigos e velhos loucos, mas também com donos de audis, porsches e até lamborghinis de ultimo modelo. Engraçado, tão distantes uma da outra, mas nenhuma destas duas classes sociais se vai apresentar na manifestação.
Deixo para trás a estátua do príncipe da nossa poesia em direcção a um outro mais Real.
Enquanto passeio pelo bairro mais alto, olho para o chão e as frestas entre os paralelos mostram-me os artefactos de noites passadas onde os problemas do dia de hoje foram momentaneamente esquecidos.
Chego ao jardim e distribuo o peso da mochila por outras partes do corpo. As pombas olham-me agora com mais interesse, pretendem mostrar-me que merecem umas quantas migalhas bónus pela sua falsa amizade. É incrível o quanto as pombas e os seres humanos têm de comum.

Depois da merenda, vou andando vagarosamente para o ponto quente do mapa, qual campónio moderno vagueando por Lisboa. Ao passar pelo café Nicola apercebo-me de um grupo de neo-nazis, de t-shirts estampadas com o símbolo das SS, a fronha do Hitler ou do Rudolf Hess. Pobre mentecaptos. Felizmente não os voltarei a ver durante todo o dia, pois a manifestação será de todas as cores, literalmente.



A policia e a RTP concentram-se nas traseiras do teatro D.Maria II. Teriam eles previsto a dimensão da manifestação? Não creio, não haviam policia suficiente nem para 100 mil pessoas, quanto mais para o dobro. Grupos começam a viajar pela avenida a cima, em direcção ao São Jorge. Pelo caminho encontro caras conhecidas.
Quando chego já há vários milhares de pessoas, mas a quantidade de gente que chega parece não ter fim. Rapidamente deixa de se conseguir perceber onde realmente começa e onde acaba a manifestação.

Os motivos de luta são tão variados quanto os erros deste nosso país. Os estandartes fazem-se de todas as cores. São ocidentais, africanos, orientais, novos, muito novos e velhos, heterossexuais e homossexuais, sindicalistas e anarquistas. Não vejo qualquer bandeira de partidos e nem sinais da policia. Vejo sim muitos que vieram só para ver a "banda passar", o velho hábito de adoração, qual acidente na auto-estrada.



A marcha faz-se por entre frases que recordam o dia, que à quase 37 anos atrás derrubou o Estado Novo. 200 mil pessoas manifestam-se agora, com poucos cravos e com nenhum capitão, por um novo estado do país.
Como galvanizadores do Povo, os Homens da Luta, Vitorino, Rui Veloso, Fernando Tordo e outros vão fazendo-se ouvir através de megafones e colunas. Passando vagarosamente pela multidão, vão através da ironia e da canção relembrando o motivo pelo qual todos estamos ali. Já basta de tanta inevitável degradação de todos os sectores mais importantes do funcionamento da nossa sociedade!
2 horas depois chega-se ao Rossio e tanto a Praça da Figueira como a D. Pedro IV estão à pinha, bem como a Praça de Camões.

O Facebook não foi suficiente para tanta indignação. Será o dia 12 de Março de 2011 o inicio do fim do reinado de Sócrates e o mote para melhores condições laborais? O Tempo o dirá...

quarta-feira, dezembro 08, 2010

Scott Pilgrim Vs O Tempo de Espera

E eu que pensava que atrasos destes já não se faziam sentir no nosso país, afinal estava enganado.

Todos aqueles que são meio ou totalmente Geeks, como é o meu caso, já devem conhecer à algum tempo a saga de Scott Pilgrim na bd - em formato meio-manga, do qual não sou fã, devo confessar - e das suas desventuras. Histórias cheias de ironia e um humor muito particular.

Pois bem, a personagem foi finalmente transportada para cinema, onde a conhecer, a um público bem mais vasto, a imagem de um jovem adulto bastante geek, incompetente na conquista amorosa e completamente viciado em jogos. Alias, todo o simbolismo do filme roda à volta da forte influência de clássicos dos video-jogos como Street Fighter, Pacman, Guittar Hero (sim, já é um clássico)e Soul Calibur.
Um GEEK! que se apaixona por uma misteriosa rapariga de cabelo roxo, uma paixão que o vai levar a enfrentar 7 ex-namorados, não muito afáveis por sinal. Sim, a sinopse, ainda por cima reescrita por mim, não convence, mas para isso, vejam o trailer ou trailers.





Um filme que para mim tinha tudo para dar certo nas bilheteira, com um ENORME se não. O de só agora estrear em Portugal (mais precisamente, ora... hoje? não, tem mesmo de ser amanha - dia 9, uma 5ª feira ).
Até aqui tudo bem, é uma 5ª feira de estreias como qualquer outra, tirando talvez o facto de este mesmo filme já ter estreado a 13 de Agosto nos E.U.A., uma pequena diferença de tempo de espera, não?



E sim! Já vi o filme! É que ainda por cima, salas de cinema como as da Castelo Lopes, nem sequer vão passar o filme tão cedo... E ainda se queixam de estarem a perder clientes, pudera.

sábado, outubro 23, 2010

Música Negra em Orelha Branca

Um guru na baterista, um ninja do turntablist, um guerreiro do sampling, um mago das "teclas" e um encantador de cobras, ou melhor, de cordas. Isto seria o mesmo que dizer: Ferrano, Cruz (mais conhecido como Cruzfader), Mira Professional (o nosso muito estimado Sam the Kid), Gomes Prodigy e Rebelo Jazz Bass. Todos juntos são Orelha Negra.

Na passada terça-feira tive o grande prazer de ver e ouvir ao vivo aquele que foi, para mim, o verdadeiro cabeça de cartaz de toda a semana de Recepção ao Caloiro 2010/2011 da UBI. E devo dizer que fiquei simplesmente maravilhado. No palco estavam dois dos meus heróis nacionais - Sam e Cruzfader - sem desprimor por nenhum dos outros elementos do grupo. Foi também nessa noite que me apercebi da ignorância da maioria das pessoas em relação ao grupo que tinham diante de si.

Dá-me pena ver, que num país tão fortemente ligado a África, apenas a mais básica e - desculpem-me mas... - Reles! música de influência negra singra e é conhecida pela maioria da população nacional.
Será que os grandes nomes e projectos musicais estão destinados a serem reconhecidos apenas por um pequeno público?
Como é que um grupo deste perde a nomeação para Melhor Artista Europeu - Portugal para os Nu Soul Family? É certo que gostos não se discutem, - frase com a qual já estive mais de acordo - mas será que se lá estivessem os Irmãos Verdade o resultado seria o mesmo? Ou será que os jovens portugueses gostam muito de Hip Hop, mas ainda não ouviram funk, soul e jazz? Vai ser preciso uma moda nesse sentido para o fazerem?

Parece que as vossas jukeboxes portáteis, vulgo leitores de mp3, mudam apenas consoante o top do iTunes.

terça-feira, agosto 10, 2010

Um Funeral à Chuva - O depois

Telmo Martins e toda a equipa da Lobby Productions bem que podem estar gratos por terem conseguido incluir o seu filme "Um Funeral à Chuva" no cinema Castelo Lopes da Covilhã (devo relembrar que a distribuição estava a cargo da Lusomundo e que apenas foi exibido na Castelo Lopes da Covilhã devido à história do próprio filme).
Digo isto porque, apesar de toda a divulgação que houve entre as redes sociais e os canais académicos, o filme não chegou nem perto às expectativas dos criadores quanto ao numero de espectadores, com muita pena minha.

Muita gente apontou o dedo a "Um Funeral à Chuva" por se assemelhar a "Amigos de Alex", e é certo que o filme não é perfeito, eu próprio que adorei vê-lo, reconheço que tinha algumas lacunas, mas também acho que merecia bem mais do que os 9.142 espectadores que teve durante a sua passagem pelas salas de cinema nacionais.
É certo que conseguiu ser o segundo filme português mais visto do ano, e só isso é óptimo, mas o primeiro foi "A bela e o paparazzo" com 98.722 espectadores. E como se pode ver, a discrepância entre o primeiro e segundo lugares é esmagadora e até posso estar enganado, pois não vi o filme, mas custa-me a crer que o filme de António-Pedro Vasconcelos seja 10 vezes melhor que o "Um Funeral à Chuva".

Talvez o facto de o filme ser mais direccionado a um público jovem, que ainda tem a mania de que o que é feito em Portugal é mau, também não tenha ajudado. De qualquer forma, é pena ver tais números finais numa produção bem acima da média, e ainda por cima, totalmente independente.

sexta-feira, julho 09, 2010

O valor nacional

No meio de muito dos site, blogues e fóruns que sigo atentamente nas minhas divagações pela "net", hoje saltou-me à vista um artigo no Rua de Baixo.

O artigo, que tinha por título "De lá para cá", é a recolha de 3 entrevistas feitas a 4 pessoas, em tudo comuns ao mero mortal cidadão do nosso país, apenas com uma diferença, que as distinguia de qualquer outro português e ao mesmo tempo as unia entre si. Cada uma destas pessoas nasceu fora de Portugal, mas encontrou no nosso país aquilo que faltava nos sítios de onde partiram.

O artigo fez-me pensar o quanto é estranho ouvir tantas vezes falar mal de Portugal, pela boca de portugueses e depois ler artigos como este em que a honra do convento é salva por alguém de fora. Alguém me disse uma vez, que grande parte do caminho que falta para que Portugal evolua passa pela confiança dos portugueses no seu próprio país. Não no sistema político ou judicial, mas na gente que forma a verdadeira massa daquilo a que chamamos a Alma Lusa. Talvez seja essa uma das grandes diferenças entre os outros povos que alguns de nós gostam tanto de engrandecer; a simples falta de confiança e orgulho de que o que é português pode ser tão bom ou muito melhor que o que é espanhol, alemão ou americano.

Para lever o artigo a que me refiro no inicio do post, basta clicarem aqui

quarta-feira, junho 09, 2010

O cinema nacional (continuação)

Depois de ter postado sobre "Um Funeral à Chuva", o filme nacional sensação do momento, que tem esgotado sala atrás de sala na Covilhã.
Hoje deixo aqui duas curtas de outro jovem realizador português, Nuno Rocha.
Vencedor, entre outros, do prémio criatividade Zon de 2008, Nuno Rocha tem trabalhado no campo do cinema de marketing e curtas. Aqui ficam, na minha opinião, as suas duas melhores curtas até ao momento, vejam as duas pois são bem diferentes.

Abraço



domingo, junho 06, 2010

A morte pode ser uma lufada de ar fresco - Um Funeral à Chuva

Um grupo de antigos estudantes universitários reencontra-se na cidade onde haviam estudado, devido à morte de um deles. Na obrigação de satisfazer o último desejo deste, o grupo inicia um jornada de auto-descoberta sobre a essência da amizade verdadeira.
Contudo, há 10 anos que não se viam...

"Um Funeral à Chuva", a primeira longa-metragem de Telmo Martins, antigo aluno de Design Multimédia da Universidade da Beira Interior, foi feita sem qualquer apoio do Estado (quando o dinheiro vai para umas coisas, não dá para outras) e quase inteiramente filmado na linda cidade da Covilhã. Por isto mesmo, este filme representa um novo marco histórico no cinema independente português, sendo até considerado por muitos a primeira verdadeira longa-metragem nacional independente.

Apesar de todas estas dificuldades, o filme consegue fazer aquilo que um bom filme deve fazer: despertar emoções e avivar recordações. Pôr toda uma sala (cheia) a rir durante quase 2 horas, não é para todos e passar a mensagem daquilo que é a vida académica e da saudade que deve deixar em todos aqueles que a viveram no seu verdadeiro sentido, muito menos.


Confesso-me aqui, que foi o primeiro filme português que fui ver ao cinema. Não por não ter gostado de nenhum outro até agora, apenas porque se o cinema nacional já tem pouca divulgação e apoio, então quanto mais para o interior do país pior.
Agora, toca a ir ao cinema, que este filme vale mais que a pena e porque iniciativas destas podem realmente mudar o estado do cinema em Portugal

sábado, outubro 10, 2009

Estado da Nação

Sem dúvida alguma que esta última semana tem dado pano para mangas em relação aos acontecimentos que nela se deram.

Enquanto lá por fora o presidente americano recebe o Nobel da paz, Marge Simpson é a capa da Playboy, a Polónia aprova o Tratado de Lisboa e o Irão continua com o seu programa nuclear.
Por cá Sócrates é re-eleito; o pais anda ao rubro com a Gripe A e com as autárquicas, onde candidatos se acusam e quase agridem nas arruadas. Na Covilhã, a parede da estrada da Goldra volta a cair depois das primeiras chuvas, a &Companhia volta a abrir com um nome ainda pior e pouco inteligente.

É assim. Dizem que é da crise...

P.S.: Mas a iluminação colorida da Câmara da Covilhã custou quase 60000 euros. É a crise...

segunda-feira, agosto 17, 2009

Moleza suada

Tanto calor e suor deixa-me lento e preguiçoso, mais preguiçoso do que no resto do ano. E isso reflecte-se aqui também....

Desde o meu último "post", Portugal foi a banhos.
O país foi invadido por estrangeiros, tornando-se na segunda maior nação mundial de língua francesa. As cidades encheram-se obras para dar nas vistas e encher o olho aos votantes.
A Gripe H1N1, que deixou de ser "suína", pôs toda a gente em alvoroço e as farmácias e laboratórios foram os primeiros a beneficiar da histeria colectiva.
Deu-se uma volta a Portugal de bicicleta, onde o prémio final ficou merecidamente em "casa", com a exemplar vitória de Nuno Ribeiro.
Defensores da monarquia tomam de "assalto" a câmara de Lisboa e hastearam a bandeira monárquica. Demonstrando, assim, a total falta de segurança existente na capital.

Sócrates anunciou já o «inicio do fim da crise», mas acho que se enganou, devia estar adiantado um ano ou dois nos cálculos... E com o país em férias, o desemprego continuou a aumentar, apesar do anuncio do Actual primeiro-ministro.
E finalmente, o Magalhães começa a ser exportado. Esse produto 110% português, vai ser apadrinhado por Chavez, esse grande amigo do Sr. Eng...

É o país que temos, mas também não fazemos muito para o mudar, porque com este calor até andar na rua é difícil.

sexta-feira, junho 05, 2009

Dia Mundial do Ambiente - actualização

Ainda em relação ao filme de Yann Arthus-Bertrand, existem novidades em relação às celebrações do Dia Mundial do Ambiente.

Hoje, no Largo Camões haverá a exibição gratuita do filme HOME, bem como concertos dos grupos: Blasted Mechanism e Nação Vira Lata. Para todos aqueles que tenham um Cinema Zon Lusomundo perto de casa, o que infelizmente não é o meu caso, saibam que o filme será exibidos nessas salas de cinema. A partir de hoje estará também á venda o dvd de HOM nas FNAC's portuguesas.

Para além de todos estes eventos nacionais de celebração na Natureza, a RTP 2 exibirá também o filme, hoje às 20:30, por isso, não existe desculpa para vermos este documentário que poderá despertar as mentes mais adormecidas em relação ao maior problema do nosso tempo.

Para todos aqueles que não querem esperar ou por algum motivo não podem ver o filme através de nenhum dos meios já referidos, aqui fica o link onde podem ver o filme completo a partir do Youtube.


"Só quando a última árvore for cortada e o ultimo rio secar, é que o Homem vai perceber finalmente, que não pode comer dinheiro"

segunda-feira, maio 25, 2009

7ª Arte - Arena de Palma Dourada

João Salaviza, um jovem realizador de 25 anos é o primeiro português a trazer a Palma de Ouro do Festival de Cinema de Cannes, na secção de curtas-metragens, com "Arena" a sua segunda curta-metragem. De entre 3600 filmes, apenas 9 foram escolhidos para concorrer nesta categoria, sendo o filme português o vencedor.

Arena, uma curta-metragem de 15 minutos baseada na exploração do grande-plano, retrata a vida de um jovem delinquente, Mauro, detido em prisão domiciliária na zona socialmente problemática de Chelas.
"Marcado" por uma pulseira electrónica e impossibilitado de sair de casa, Mauro vai tentando ganhar a vida fazendo tatuagens. É neste panorama que ele entra em conflito com três jovens de um gang local. Estes exigem a devolução de 20€ por uma tatuagens mal feita. Depois de agredido e roubado pelo gang, Mauro fica no dilema entre sair de casa para recuperar o dinheiro e o quebrar da liberdade condicional.

Sei que existe ainda da parte de muitas pessoas um enorme preconceito para com o cinema nacional, mas são normalmente essas mesmas pessoas que não inibem de pagar para ver produção americana do tipo "Transformers" ou "Fast&Furious". Não quero com isto dizer que as pessoas não devem ver estes filmes. Por mim até podem pagar para ver a saga do "Sozinho em Casa" toda duma só vez. O que acho absurdo é falarem mal do cinema nacional, que apesar da falta de efeitos especiais, costuma ter muito bons argumentos e pagarem para ver cinema que só serve para comer pipocas.

Tenho dito.

sexta-feira, maio 15, 2009

O Analfabeto Político de Bertolt Brecht

"O pior analfabeto é o analfabeto político.
Ele não ouve, não fala, nem participa nos acontecimentos políticos.
Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão,
do peixe, da farinha, do aluguer, do calçado e do medicamento
dependem das decisões políticas.
O analfabeto político é tão burro que se orgulha e enche o peito dizendo que odeia
a política. Não sabe, o imbecil, que da sua ignorância política nasce a prostituta,
o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos,que é o político vigarista,
aldrabão, o corrupto e lacaio dos exploradores do povo."

Bertolt Brecht


Não deixem de votar em todas as eleições deste ano. Não fiquem com o rabo no sofá, fazendo de conta que esqueceram o estado actual do país. Não se esqueçam também do mau governo destes últimos 4 anos. Não existem somente 2 partidos em Portugal, não é desculpa voltar a votar no "engenheiro" Sócrates só por que não se gosta da Ferreira Leite, se não quem somos nós para falar mal das suas decisões? Será que vamos repetir a estupidez americana, que por duas vezes elegeram o mesmo estupor para governante máximo do seu país? A mudança depende de nós, mas para ela acontecer temos de agir e não ficar parados à espera que as coisas mudem por nós.

sábado, abril 25, 2009

35 Anos Depois do Adeus

E depois do Adeus, adeus à ditadura. A primavera marcelista tinha sido um simples sonho, nunca materializado.
A 25 de Abril de 74, um dia que seria pintado de vermelho e verde, saí à rua um novo símbolo, o cravo da liberdade.

Por volta da meia noite e vinte, da vila morena saí o sinal pela voz do Poeta da Liberdade.
41 anos de ditadura contra o pensamento e a razão estavam prestes a cair sob o signo de um novo Portugal, um Portugal mais justo, mais igual, mas acima de tudo mais livre.
Da Escola Prática de Cavalaria de Santarém, sai Salgueiro Maia, o mais bravo dos capitães. Com ele partem 240 homem que se revêem naquele homem simples mas com uma aura magnifica. Partem para Lisboa, em direcção ao Terreiro do Paço, enfrentam a superioridade de armas e homens do regime, com nervos de aço. Cercam o Quartel do Carmo e destituem Marcelo Caetano das suas funções.
Nasce o Portugal Livre!




35 anos de liberdade, 35 anos desde que os capitães de Abril puseram fim ao estado a que isto tinha chegado.
Salgueiro Maia será sempre lembrado como a figura máxima deste movimento, ele que enfrentou na primeira linha o regime, disposto a sofrer todas as consequências na primeira pessoa. De um carácter e humanidade únicos, negou qualquer cargo político, argumentando que para se saber se há liberdade, não se podem tomar partidos, apenas manter-se neutral a qualquer influência política.

José Afonso será também sempre uma figura ligada à revolução e à luta contra o regime, ele que foi o Poeta da Liberdade, o senhor de uma inteligência poética assombrosa

Obrigado, aos dois e a todos os outros, mais ou menos famosos, que contribuíram para que o dia de hoje seja aquilo que é para mim.

segunda-feira, abril 20, 2009

Design.pt - Uma maravilha no "deserto"

Quero começar por dizer que "deserto", para mim, não é um sítio desolado e sem interesse, por esse mesmo motivo é que está entre ""; mas porque para os político e infelizmente para muita da população, o "mundo", em Portugal, é só Lisboa e Porto.














A imagem em cima é algo completamente normal no contexto nacional, um monumento com traços arquitectónicos que se encontram um pouco por todo o país. Este é o Palácio dos Sepúlveda, em Évora, um hotel de 5 estrelas que guarda no seu interior uma maravilha no que toca ao design de interiores e na combinação harmoniosa do estilo original da construção com as novas tendências do Design.

Digam-me, imaginavam mesmo que isto fosse assim por dentro? (Porque é mesmo!)









































Este é apenas um exemplo das maravilhas que existem em solo nacional, nada aquém do Design e oferta internacionais.

É claro que este tipo de serviços não são para qualquer carteira, mas também não o são seja em que país for.

sábado, abril 04, 2009

Musiké Téchne - O som de ser português

Temos aquela mania mesquinha de que o nacional não presta, de que tudo o que é português é de segunda ou terceira classe, que não vale a pena pagar pelo trabalho dos nossos artistas. Mas depois andamos a ouvir "artistas" internacionais que em concertos ao vivo cantam como pianos desafinados, e pior que isto é que os adoramos!

Só quero fazer uma pergunta a todos aqueles que poderão vir a ler este post: se o produto português é tão mau, recordem-me, vocês são o quê? Americanos?
"Tadinhos...."

Hoje trago aqui um grupo PORTUGUÊS, os Norton. E acreditem, eles são um dos muitos remédios nacionais para todos aqueles que tem o vírus cerebral de que o que é português não é bom.

Recentemente lançaram uma re-edição do sucesso Pump Up the Jamp, de 1989 do grupo belga Technotronic. Para mim, a re-edição é bem melhor do que o original e lembrem-se, os Norton não são estrangeiros. Aqui fica o video-clip da re-edição; todos aqueles que conhecem minimamente Castelo Branco vão certamente reconhecer alguns dos locais das filmagens.



Pump Up The Jam from Norton on Vimeo.


Para quem nunca ouviu o original ou já não se lembra, aqui está: