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segunda-feira, abril 25, 2011

Dia que nunca vivi

Imagens a preto e branco passam-me pelo espectro visual. Fotografias monocromáticas onde reconheço um Heroi que nunca pude tocar.
"Quis saber quem sou..."

Repentinamente, desejo ser tão mais velho que o meu avô. Saber e conhecer aquilo que só a idade e a experiência trazem.

As lágrimas afloram-se-me nos olhos, como que num tributo a todos aqueles que me permitiram ter a Liberdade que hoje tenho.

Sinto inveja de todos aqueles que viveram este dia no seu verdadeiro significado e "in loco". Tenho inveja de todos aqueles que à 37 anos atrás viveram aquilo que eu nunca poderei almejar nos mesmos termos.
Tenho maior inveja de todos aqueles que abraçaram e saudaram um Homem que aos 29 anos de idade mudou um país e que nunca se serviu desse feito para alcançar regalias ou favores.

"Grandola Vila Morena"..."o Povo é quem mais ordena"...

Hoje relembro a vontade de toda uma sociedade, de todo um país, encabeçada por um punhado de militares, de Heróis, que em menos de 24 horas mudaram as regras de um "jogo" que durava à mais de 4 décadas.

Hoje tenho saudades de um Dia que nunca vivi.

domingo, março 13, 2011

O Povo à Rasca

Saio de Santa Apolónia e o céu saúda-me com um calor ao qual não estou habituado, nesta altura do ano. As pombas dizem "Olá" com aquele seu ar de quem espera algo em troca.
Apesar das nuvens volumosas e cinzentas, o chapéu-de-chuva viria a revelar-se apenas um fardo.

A cidade apresenta-se como é habitual. Turistas com canhões fotográficos em punho tentam captar a centelha lisboeta em cada traço de Alfama, sem saberem o que se iria passar daí a poucas horas.
Ouço uma rapariga, que caminhava a trás de mim, perguntar à amiga "A que horas começa?", "Às 3 na avenida da Liberdade". Sorrio. Serão mais duas entre os milhares, assim como eu. Não vou ser mais um com a típica conversa de café sobre o estado do país, daqueles que quando lhes compete fazer um pouco para o mudar deixam-se ficar no sofá ou em qualquer tasca a ver pela tv, apoiados por uma torrente de desculpas que faria qualquer tempestade parecer um choro de menino.



Passo pelo Chiado. Na perpendicular junto à Bertrand organiza-se mais uma feira de alfarrabistas, molestada apenas pelos raros aguaceiros que se fazem sentir.
Cruzo-me com pedintes, mendigos e velhos loucos, mas também com donos de audis, porsches e até lamborghinis de ultimo modelo. Engraçado, tão distantes uma da outra, mas nenhuma destas duas classes sociais se vai apresentar na manifestação.
Deixo para trás a estátua do príncipe da nossa poesia em direcção a um outro mais Real.
Enquanto passeio pelo bairro mais alto, olho para o chão e as frestas entre os paralelos mostram-me os artefactos de noites passadas onde os problemas do dia de hoje foram momentaneamente esquecidos.
Chego ao jardim e distribuo o peso da mochila por outras partes do corpo. As pombas olham-me agora com mais interesse, pretendem mostrar-me que merecem umas quantas migalhas bónus pela sua falsa amizade. É incrível o quanto as pombas e os seres humanos têm de comum.

Depois da merenda, vou andando vagarosamente para o ponto quente do mapa, qual campónio moderno vagueando por Lisboa. Ao passar pelo café Nicola apercebo-me de um grupo de neo-nazis, de t-shirts estampadas com o símbolo das SS, a fronha do Hitler ou do Rudolf Hess. Pobre mentecaptos. Felizmente não os voltarei a ver durante todo o dia, pois a manifestação será de todas as cores, literalmente.



A policia e a RTP concentram-se nas traseiras do teatro D.Maria II. Teriam eles previsto a dimensão da manifestação? Não creio, não haviam policia suficiente nem para 100 mil pessoas, quanto mais para o dobro. Grupos começam a viajar pela avenida a cima, em direcção ao São Jorge. Pelo caminho encontro caras conhecidas.
Quando chego já há vários milhares de pessoas, mas a quantidade de gente que chega parece não ter fim. Rapidamente deixa de se conseguir perceber onde realmente começa e onde acaba a manifestação.

Os motivos de luta são tão variados quanto os erros deste nosso país. Os estandartes fazem-se de todas as cores. São ocidentais, africanos, orientais, novos, muito novos e velhos, heterossexuais e homossexuais, sindicalistas e anarquistas. Não vejo qualquer bandeira de partidos e nem sinais da policia. Vejo sim muitos que vieram só para ver a "banda passar", o velho hábito de adoração, qual acidente na auto-estrada.



A marcha faz-se por entre frases que recordam o dia, que à quase 37 anos atrás derrubou o Estado Novo. 200 mil pessoas manifestam-se agora, com poucos cravos e com nenhum capitão, por um novo estado do país.
Como galvanizadores do Povo, os Homens da Luta, Vitorino, Rui Veloso, Fernando Tordo e outros vão fazendo-se ouvir através de megafones e colunas. Passando vagarosamente pela multidão, vão através da ironia e da canção relembrando o motivo pelo qual todos estamos ali. Já basta de tanta inevitável degradação de todos os sectores mais importantes do funcionamento da nossa sociedade!
2 horas depois chega-se ao Rossio e tanto a Praça da Figueira como a D. Pedro IV estão à pinha, bem como a Praça de Camões.

O Facebook não foi suficiente para tanta indignação. Será o dia 12 de Março de 2011 o inicio do fim do reinado de Sócrates e o mote para melhores condições laborais? O Tempo o dirá...

terça-feira, outubro 19, 2010

Nokitah!

Ás vezes a Vida parece ter um estranho timming para tudo.
Uma espécie de compasso de espera, entre o último tic! até ao próximo tac!,no qual se sente cada segundo como o mergulho em algo novo. Algo desconhecido e perigoso.

É bom ver a Vida como um relógio. Um daqueles antigos relógios mecânicos, cheios de minúsculas peças, dignas de um mestre-relojoeiro suíço. Peças essas que lhes conferem a todos um pulsar diferente, uma espicificidade, uma personalidade só deles.
É... A Vida é um circulo de emoções, cada parte com uma marcação própria, com um valor, mas nunca menos valiosa que a seguinte marcação. Marcações que dão sal e pimenta, açúcar e amargo à vida; até que o relógio deixe de ter corda.

Depois de muitas marcas, deixadas por Lágrimas, Nervos, Desilusões e Desesperos, o  Relógio continuou até à próxima marca, e com rapidez, à meia-noite em ponto nos disse que é Alegria desta vez!

Parabéns manita

sábado, outubro 02, 2010

O tempo passa...

4 anos e 10 meses contigo a meu lado :)

Sim, eu sei que não é suficiente para constar no Guinness, mas já foi o suficiente para te conhecer um pouco melhor.

Foi tempo suficiente para partilhar lágrimas de dor, de raiva, de tristeza, de angústia, de medo, de dúvida, de alegria, de prazer. Lágrimas secas por mais um beijo e acompanhadas por uma gargalhada, lá mais para o fim.
Deu para sentir como é desejar rasgar as distâncias entre nós e colar o mapa à nossa maneira; fugir da monotonia e das regras impostas pela sociedade e correr o mundo contigo. Olhar para o meu lado e ver-te de cabelos ao vento, sorrindo com o sol a mostrar o quão única és.

Estar contigo é estar com a outra parte de mim que só tu possuís. É descobrir que afinal o ser humano é perfeito, quando encontra O outro.

Partilhar a Vida contigo é como pintar a mais bela escultura, que não perde resolução nem ganha pó. É voar debaixo do mar e correr sobre o Oceano. É tão mais complicado do que apenas dizer que TE AMO! É inexplicavelmente familiar e ao mesmo tempo tão novo!

Estar contigo é como pintar um quadro sem limites nem moldura. Um quadro onde todas as cores existem e onde tudo é fabuloso; porque só existindo o Preto pode o Branco ser belo.

4 anos e 10 meses contigo não é muito tempo. Não, não é. Mas é o suficiente para valer a pena viver mil anos.

quarta-feira, maio 26, 2010

Palavras ao Vento

Palavras ao Vento,
com o tempo vão,
Não mais devaneios,
Não mais letras ou tinta serão.

Palavras ao vento,
não são escutadas,
não são debatidas.
Lentamente diluídas
Pelo elemento ancestral

Palavras ao vento,
a ninguém fazem mal.

Palavras do agoirento,
Do interior arrancadas,
Quantas vezes agressivas,
Quantas delas afáveis.

Palavras ao vento
Porque as decorais?
Desaparecem no momento
Não voltam mais.

segunda-feira, outubro 05, 2009

V de Vicio

O mundo anda preocupado com a crise e com a pandemia sob a forme da Gripe A.
Mas a minha cabeça tem me chateado bem mais, quando pode, com o tempo que passo em frente a este ecrã, este viciante e inesgotável ecrã.
Não me preocupo com o tempo que passo a fazer algo de realmente visível, mas sim com cada segundo que passo a navegar na interminável e infindável busca de imagens, vídeos e toda uma planoplia de itens virtuais que sugam o tempo dos meus dias para as garras deste ser electricamente alimentado.
Como uma besta mitológica, ele parece ter o conhecimento total da minha psique. Apresenta, no momento certo, a imagem certa para me manter agarrado durante mais 10 minutos, e mais 15 e mais 30 e mais 3 horas. Um dia inteiro nisto, se me deixar levar.

Eu tento fugir-lhe, alhear-me, mas a Internet é como heroína.
Eu tento não pensar que ainda falta mais aquele nível, e aquele, e o outro, e mais um "boss" e mais uma missão e mais a PORRA! da parte de um qualquer jogo!

Como um alcoólico, eu não consigo resistir muito tempo até sorver mais uma gota do liquido inter-ligado. Como um toxicodependente eu não consigo de deixar de injectar os meus sentidos com mais um jogo, com mais um filme, com mais aquela imagem, com mais aquela pesquisa para um projecto pessoal que só vou acabar, por este ritmo, daqui a 10 anos.Como um fumador, não consigo deixar de dar mais uma "passa" visual num site genialmente elaborado.


Sinto-me dependente, estou dependente, sou dependente do meu computador, mas deveria ser ao contrário. Tem de ser ao contrário.

Não achas?

segunda-feira, agosto 17, 2009

Moleza suada

Tanto calor e suor deixa-me lento e preguiçoso, mais preguiçoso do que no resto do ano. E isso reflecte-se aqui também....

Desde o meu último "post", Portugal foi a banhos.
O país foi invadido por estrangeiros, tornando-se na segunda maior nação mundial de língua francesa. As cidades encheram-se obras para dar nas vistas e encher o olho aos votantes.
A Gripe H1N1, que deixou de ser "suína", pôs toda a gente em alvoroço e as farmácias e laboratórios foram os primeiros a beneficiar da histeria colectiva.
Deu-se uma volta a Portugal de bicicleta, onde o prémio final ficou merecidamente em "casa", com a exemplar vitória de Nuno Ribeiro.
Defensores da monarquia tomam de "assalto" a câmara de Lisboa e hastearam a bandeira monárquica. Demonstrando, assim, a total falta de segurança existente na capital.

Sócrates anunciou já o «inicio do fim da crise», mas acho que se enganou, devia estar adiantado um ano ou dois nos cálculos... E com o país em férias, o desemprego continuou a aumentar, apesar do anuncio do Actual primeiro-ministro.
E finalmente, o Magalhães começa a ser exportado. Esse produto 110% português, vai ser apadrinhado por Chavez, esse grande amigo do Sr. Eng...

É o país que temos, mas também não fazemos muito para o mudar, porque com este calor até andar na rua é difícil.

sábado, maio 09, 2009

-Tento ler a tua alma através desses olhos que eu amo - dizia-lhe ele enquanto a contemplava. Os olhos sardentos dele, carregados de amor e sinceridade tentavam perceber as intenções dela. Ansiavam por um beijo dela, daqueles lábios carnudos. Quando eles se beijam criam uma ligação tão forte e tão única. Ele passa a ser dela e ela dele, duas pessoas numa só, feitas para se amarem e serem amadas. As formas dos seus lábios completam-se. É a melhor coisa do mundo! Tão única como a relação deles!
Beijam-se...
É neste momento que ele percebe tudo aquilo que há pouco tentava perceber através do olhar. E pensando bem já o tinha conseguido perceber.
Como ela sabia, não foram precisas palavras. A ternura e a paixão daquele beijo conseguiram transmitir-lhe todo o amor que ela sente por ele!
Depois disto abraçaram-se intensamente como se não houvesse amanhã e adormeceram juntos lado a lado, de mãos dadas (e como eles desejavam este momento!)...

sábado, abril 25, 2009

35 Anos Depois do Adeus

E depois do Adeus, adeus à ditadura. A primavera marcelista tinha sido um simples sonho, nunca materializado.
A 25 de Abril de 74, um dia que seria pintado de vermelho e verde, saí à rua um novo símbolo, o cravo da liberdade.

Por volta da meia noite e vinte, da vila morena saí o sinal pela voz do Poeta da Liberdade.
41 anos de ditadura contra o pensamento e a razão estavam prestes a cair sob o signo de um novo Portugal, um Portugal mais justo, mais igual, mas acima de tudo mais livre.
Da Escola Prática de Cavalaria de Santarém, sai Salgueiro Maia, o mais bravo dos capitães. Com ele partem 240 homem que se revêem naquele homem simples mas com uma aura magnifica. Partem para Lisboa, em direcção ao Terreiro do Paço, enfrentam a superioridade de armas e homens do regime, com nervos de aço. Cercam o Quartel do Carmo e destituem Marcelo Caetano das suas funções.
Nasce o Portugal Livre!




35 anos de liberdade, 35 anos desde que os capitães de Abril puseram fim ao estado a que isto tinha chegado.
Salgueiro Maia será sempre lembrado como a figura máxima deste movimento, ele que enfrentou na primeira linha o regime, disposto a sofrer todas as consequências na primeira pessoa. De um carácter e humanidade únicos, negou qualquer cargo político, argumentando que para se saber se há liberdade, não se podem tomar partidos, apenas manter-se neutral a qualquer influência política.

José Afonso será também sempre uma figura ligada à revolução e à luta contra o regime, ele que foi o Poeta da Liberdade, o senhor de uma inteligência poética assombrosa

Obrigado, aos dois e a todos os outros, mais ou menos famosos, que contribuíram para que o dia de hoje seja aquilo que é para mim.

terça-feira, março 10, 2009

Pensamentos

Pensar de mais e sentir, ainda mais, de mais é o mal de muita gente, incluindo o meu! Se alguém conhecer um botão de ligar e desligar estas cabeças, que divagam sem limites, digam!
Não me venham com a conversa de que se assim fosse a vida não teria graça ou sentido porque a verdade é que às vezes um simples click para desligar tudo poderia mudar muita coisa!
Discussões, lágrimas, tristeza e esta incansável sensação de insegurança!
Óh raios!

quinta-feira, janeiro 29, 2009

Amor clandestino!

Foste tu quem disse que esta era a nova "Nossa música" e de certa forma tenho que concordar contigo!Não especificamente pelo que diz a sua letra mas por a termos descoberto juntos, digo descoberto no sentido de ela se ter apoderado de nós os dois ao mesmo tempo! Já a cantámos muitas vezes juntos e em situações algo insólitas que só a nós dizem respeito!

Foste tu quem numa tarde em Lisboa, na Fnac, me mostrou o cd dos Deolinda. Com o passar do tempo fui ouvindo cada vez mais vezes e em mais sítios as músicas deles até que tu, neste Natal (quer dizer...no Natal do ano passado! Mas isso são outras histórias) me ofereceste o cd. Admito que andei durante dias sempre a ouvir o cd ou no computador ou no mp3 ou mesmo só a cantarolar as músicas!

Parece que cada letra daquelas músicas me faz lembrar qualquer coisa de nós! As letras que falam sobre Lisboa lembram-me as nossas visitas (clandestinas!) a essa cidade maravilhosa, as letras mais enérgicas e divertidas lembram-me a viagem de autocarro de C.B. para a Covilhã!

Enfim...obrigada pelo cd!

quinta-feira, janeiro 01, 2009

Novo ano!

O ano de 2008 foi repleto de obstáculos. Muitas tardes dentro de casa a estudar e a desejar que o ano lectivo acabasse. Que acabasse de vez, pelo menos durante as férias, com aquela constante tortura de não te ter comigo fisicamente. Tantos meses onde o melhor da semana era o fim-de-semana. Dias e dias a ansear por um bocadinho de tempo só para nós, por uma pequena brecha nos nossos dias tão atarefados. Foi duro, foi muito difícil e posso até dizer que 2008 foi um dos anos mais importantes da minha vida. Tanto nos tirou este ano mas ao mesmo tempo tanto nos ensinou. Destes três anos (amanhã, serão 3 anos e 1 mês!) de relação este foi sem duvida o ano mais difícil de todos. Desconfianças e inseguranças instalaram-se entre nós e a distância surgiu como que de um monstro se trata-se. A dúvida e até o fim pairaram sobre nós. O destino encarregou-se de nós e a velha máxima de que "o amor supera tudo e todos" foi comprovada. 2008 foi também um ano de oportunidades, de novas descobertas e cumplicidades, grande parte graças ao dito mosntro e companheiros.
Hoje, no primeiro dia do ano de 2009 é com grande orgulho que penso em tudo o que superámos, tudo o que passámos para termos estado juntos às 0h deste dia. É com admiração e respeito que olho para ti e penso no que tu também tiveste de passar sozinho e, pode-se dizer, distante do nosso mundo. Mas sobretudo é com grande prazer que te ouço dizer que tens orgulho em ti, na pessoa que és, na nossa relação, mas acima de tudo que tens orgulho por me teres na tua vida!
Há poucas horas atrás, enquanto faziamos a viagem de regresso a casa, disseste-me que já sabias qual era o grande segredo da nossa relação...cada dia nos apaixonamos novamente um pelo outro! Realmente é verdade, por cada discussão que temos e, quando fazemos as pazes, é como se um novo início do Nós tivesse começado. Cada olhar que troco contigo é como se fosse o 1º de todos (como naquele dia, de manhã, no liceu, no intervalo das aulas, onde tudo isto começou) porque consigo sempre descobrir algo de novo nele, algo que me consegue cativar ainda mais e a sensação de comunhão, de singularidade entre nós, só pela troca de olhares...é único!
Tudo o que peço é que este novo ano nos faça continuar a aprender a amar-nos melhor e saber ultrapassar os defeitos um do outro mas, sobretudo, a aproveitar o melhor de Nós!

KIWUPI!
Cada vez quero e tenho mais certezas de que quero que tudo o que esta palavra significa perdure para todo o sempre!

terça-feira, dezembro 30, 2008

KIWUPI!

Obrigada!

segunda-feira, dezembro 22, 2008

Parei. Decidi parar e ficar a olhar. Sentada enquanto – confesso – sonho, vou ficar à espera de algo novo. Algo novo que quebre esta rotina tão quotidiana que me faz deixar de acreditar, perder as forças para lutar. Talvez só um dia mais tarde irei perceber que essa espera foi em vão…

sexta-feira, dezembro 12, 2008

Ontem

Estou cansado, tenho a cabeça pesada e uma leve enxaqueca de ter dormido tão pouco.

Estou cansado e não tem nada a ver contigo, mal por mal antes tive a ver comigo, mas é apenas por causa da viagem. Estou apenas cansado.


Finalmente chego. Saio na santa estação, beatificada como de um Apolo feminino se tratasse.
E lá estão, o vendedor de castanhas absorto na leitura do seu jornal gratuito, o indiano com a sua banca cheia de produtos "made in China" & companhia, o vendedor da taluda de Natal que chama a atenção dos que passam para o grande prémio com um tom enfastiado e monotono e os taxistas, que discutem se este governo deve cair sobre um novo tipo de 25 de Abril, ou não, que isso dá muito trabalho e nós gostamos das coisas como estão...

Lisboa, centro de um 5º Império desmembrado e vendido a ingleses, espanhóis e aos de mais que generoso capital possuírem, porque os nossos administrativos só sabem levar bancos à falência ou subsidia-los.

Aproximo-me da Baixa e mesmo antes de ver as primeiras lojas, já nem pelas dezenas me chegam os dedos para contar a quantidade de pessoas que passaram por mim com aqueles malditos sacos de prendas, formatados e normalizados pelas grandes empresas multinacionais de vestuário, tecnologia e afins.
Que o Natal já não é uma festa religiosa, já eu o sei à uns bons anos. Mas agora já nem a família conta, é apenas este sentido vão de satisfazer o nosso desejo materialista, esta vontade de obter e possuir cada vez mais, mais um, mais um bocadinho, só mais um bocadinho,...

Passo o meu tempo entre a FNAC do Chiado e o Bairro Alto, sem comprar nada. Aquele livro espectacular com a obra de Shepard Fairey custar-me-ia os olhos da cara e eu estou demasiado liso para o conseguir mesmo que fosse a metade do preço.
Dou conta da chegada da hora de ponta, seria impossível não dar. A cidade dá mostras da sua vivacidade eléctrica, humana e poluente. Autenticas massas de seres humanos efectuam os mesmíssimos passos como se de um formigueiro se tratasse. Um dia-a-dia sem vida, sem sentimento, que isso só existe quando joga a selecção.

Digo adeus a Lisboa, como se de uma pessoa de idade avançada se tratasse, tenho pena por ela ao mesmo tempo que a invejo. Já viu tanta coisa acontecer, tantos momentos históricos, mas não sabe nem metade do que lhe vai acontecer nos próximos anos. Lisboa sem um rio ao seu lado para o qual olhar, vai ser o vim da cidade.
Mas ainda bem que Lisboa não é a cidade perfeita. Esta sua aura algo negra e suja é um lado de todos nós, se não que de outra forma saberíamos dizer o que é puro e iluminado?

Continuo a dissertar levianamente sobre ela, enquanto me afasto. Sinto-me como que um clandestino transportado por máquinas de uma sociedade supostamente desenvolvida.

Estou cansado, muito cansado.
Adormeço...

(Vou ter frequência de Geometria amanha)

segunda-feira, novembro 24, 2008

Threadless - Mais frases sem nexo... ou então não!

E para assinalar o novo layout do Debaixo do Colchão:

Aqui estão as minhas mais recentes tentativas de sustento próprio.
Consistem em frases, quase sem nexo nenhum aviso já, que submeti no site do Threadless na secção de "TYPEtees". As frases (em baixo encontram os links para cada uma delas) são seleccionadas para posterior impressão em t-shirts que são vendidas na loja on-line da Threadless e a sua selecção é feita pelo numero de votos positivos que obtêm (sim que aqui também dá para votar negativamente).

Para cada um de vocês que esteja interessado em ajudar-me a conseguir algum dinheiro para prendas de Natal, terá para alem de votar nos meus "designs" de se inscrever no Threadless. A inscrição é totalmente gratuita e sem publicidade, falo por experiência própria.


Mostrem a vossa caridade para comigo nesta quadra e votem nos meus "designs"
Aqui estão os links para as frases completas:

Chocolate Lightsabers
Won't tell you
THE POWER!
Let's Kiss
Thor vs Hercules
RAGNAROK
Rebel scum
CSI + MacGyver

Ah! E se quiserem deixar aqui algum comentário sobre as minha frases sem sentido, Bem-Vindos. É sempre bom saber o quão mal os outros pensam de nós. Estejam à vontade.

domingo, novembro 23, 2008

O feminismo no século XXI (2ª e ultima parte)

Segunda parte...

Não quero dar uma imagem de que o género masculino é perfeito ou de que é melhor do que as suas companheiras femininas, porque não é. Mas se há uma coisa que acho ser inerente ao sexo feminino é a inveja. Calma, calma! Falando sem rodeios todos somos invejosos, homens e mulheres, uns mais outros menos.
Mas a Mulher tem uma inveja um pouco diferente do Homem. Aquela inveja que se tem da amiga que conseguiu emagrecer 2 quilos, da amiga que conseguiu chegar primeiro à loja e comprar aquele trapinho que está na ultima moda, da que conseguiu ficar com o rapaz que qualquer umas das amigas gostava de ter, da amiga que consegue dar o ar de alternativa por conseguir um bilhete para Aquele concerto... (e por aí fora)
Pode haver alguma discussão quanto à existência deste tipo de inveja nos homens, mas deve ser difícil de encontrar um "gajo" capaz ficar roído de inveja por causa do melhor amigo ter Aquele trapinho.

Por último e não menos polémico, a traição. Sim, o Homem é conhecido por ser um traidor nato, por não conseguir ter lealdade nenhuma à sua companheira. Mas desde o início dos tempo em que o homem começou a trair, a mulher acompanhou-o nessa falha ou pensam que o homem traía a sua companheira sozinho?
Os homens traem (normalmente) por causa da atracção sexual, as mulheres (normalmente) pela sensação de romantismo dada por um terceiro elemento na relação, o amante.
Mas não sejamos ingénuos nem o tentemos parecer, a Mulher também traí pelo prazer sexual. Também é verdade, que muitas vezes, tem razão para isso. Com um homem lá em casa que mais parece o gorila barrigudo do Zoo de Lisboa, não admira que ceda à tentação de conhecer um pouco mais de perto aquele Einstein com corpo de Deus grego...
Mas se formos por aí, nós homens também temos razões para tentação. Senão vejamos: Quantas mulheres, alguns anos após o casamento, se mantêm interessantes física e psicologicamente?

quinta-feira, novembro 13, 2008

O feminismo no século XXI (parte 1)

Quero só esclarecer duas coisas antes de começar devidamente este post:
  • 1º - não sou maxista e quem me conhece (bem) sabe isso;
  • 2º - para todos aqueles e principalmente aquelas que podem achar, que o título sugere à partida, uma briga entre mim e a minha namorada, estão errados.

Começando...
Depois de em quase toda a existência da humanidade, o homem ter subjugado a mulher à sua vontade, parece agora que a sociedade começa a fazer o contrário. Para além disso, a outra face do género feminino, que se julgava apenas existir no homem, está finalmente a ver ao de cima.

Detesto estes novos comentários feministas de que as mulheres têm tudo o que querem dos homens e que não precisam de nós para nada. Para além do "mero" plano biológico, no qual sem homens não haveria continuação da espécie, acho sinceramente de que as coisas já foram mais como as pintam.
Se é verdade que cada vez mais as mulheres se mantêm solteiras, dando valor à sua liberdade sexual, económica e emocional. Não é menos verdade que cada vez mais homens fazem o mesmo.

Apesar da mulher ter atingido a liberdade financeira, continua a gostar dos actos masculinos do tempo do cavalheirismo.
Li hoje um artigo sobre o "Quem paga o jantar". Referia em certo momento que o homem se apresentar para pagar a conta por ser uma forma de passar a mensagem de que "O jantar foi muito agradável".
A minha questão é: "Então e nunca é agradável para a mulher?".
Numa época em que a mulher se apresenta como totalmente independente, ela continua a gostar destas "técnicas" clássicas masculinas de demonstrar o poderio económico, que no fundo serviam para mostrar que o homem tinha a capacidade de a sustentar.

Mas a culpa não é (só) da mulher, é da "tradição", da brigada dos bons costumes e da sociedade. Apesar de ainda existir muita desigualdade entre os sexos, existem também alguns aspectos feministas da sociedade.
Chegar a uma qualquer loja de roupa e ver a roupa para homem muito mais cara do que a para mulher, mesmo quando comparada a marca, o modelo e a peça de roupa.
Sair à noite, elas entrarem "à pala" e nós termos de consumir obrigatoriamente ou pagarmos sem contar com o consumo.
Uma mãe ter sempre precedência sobre o pai, quanto à custódia do(s) filho(s). E não me venham com a história de que as crianças precisam mais da mãe. Precisam dos dois! E sendo assim não haveria custódias. Para alêm do facto de algumas mães não serem exemplo para ninguem, sublinho algumas.


Continua...

sábado, outubro 25, 2008

A Rapariga dos meus sonhos

A Rapariga de Abril, morena flor da minha felicidade;
Sonha com o tempo dos cravos.
Lembra, de olhos brilhantes, o seu herói deselegante, símbolo da verdadeira liberdade.
Recorda os valores de um Portugal que se quis, imaginado pelos torturados.
Inventa para o seu ego, outros portugueses não resignados.

A Rapariga de Abril, nascida em Outubro de uma nova sociedade;
Pertence a uma geração sem mentalidade;
Não se conforma com a história que lhe é apresentada.
A Rapariga de Abril sabe que a liberdade não lhe é dada e tal como a liberdade, só sinto a sua falta quando ela me é tirada.

terça-feira, julho 31, 2007

Slogans a Concurso!

Pessoal! Tenho sloganes a concurso na Threadless! Para poderem votar em mim (de preferência) ou em qualquer outro designer têm de se inscrever no site, vá lá, não custa nada! É gratuito e simples! Para acederem ao site basta clicarem aqui


O meu "nome de guerra" ou "nome artístico" se preferirem (embora eu não prefira) é Flipped_Soldier. Depois de estarem inscritos basta fazer Log In e para acederem aos meus sloganes basta clicarem aqui!



Guys! I've got slogans in competition at Threadless! To vote you must register, but its free and simple, came on! To access to the site you only have to click → here
After the registration you can vote in my slogans here, my nickname its Flipped_Soldier
I hope you like it :]